<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767</id><updated>2012-03-04T18:38:24.631-08:00</updated><title type='text'>Meu autismo</title><subtitle type='html'>individualizado, publicado.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-1742375194398732338</id><published>2012-03-03T23:36:00.004-08:00</published><updated>2012-03-04T18:38:24.637-08:00</updated><title type='text'>Minha louça</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; font-family: Georgia, serif; "&gt;"Caro Sr. Teixeira,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;fiquei sabendo da promoção que o senhor está a promover na cidade. Bem, eu aposto que o senhor deve ter recebido estórias maravilhosas sobre nascimentos de bebês, casamentos felizes e tudo o que há de clichê e feliz sobre famílias nas redondezas. Fico feliz por todos esses mentirosos que o enviaram essas cartas e por suas falaciosas felicidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Sim, mentira é uma palavra muito forte, mas verdadeira nesse caso. Aposto que alguns lhe enviaram cartas falando sobre como sofreram e agora deram a volta por cima. Sobre como suas mulheres, maridos, filhos morreram e agora eles se lembram deles numa linda lembrança de uma tarde de domingo. MENTIROSOS. É isso que eles são. Ninguém fica feliz depois de perder alguém para a morte, depois de ser traído, depois de perder sua casa. NINGUÉM. E se um dia, consegue-se ser feliz, não se deve creditar a felicidade em superação própria, não. Minha mãe morreu quando eu era adolescente, e acredite em mim, eu nunca superei a morte dela. Não. Nunca. Se eu fui feliz depois disso? Sim, eu fui. Mas não porque eu sou forte. Mas sim porque a vida continua. Ninguém abre mão da &lt;/span&gt;própria&lt;span style="font-size: 100%;"&gt; felicidade, e mortos estão mortos, sempre estarão. Não posso fazer nada por ela, nem pude quando o filho da puta do meu irmão a matou. Eu também não tenho a cara de pau de dizer que eu o perdoo, que eu entendo ele, já que a falecida era uma puta que nos maltratava e que iria me matar se ele não entrasse na frente e metesse a faca nela quinze vezes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Ele está na prisão. Eu morro de raiva dele. Queria eu que minha mãe tivesse me matado naquele dia. Tanto sofrimento seria evitado. Acredite em mim, eu teria uma vida melhor se eu tivesse morrido naquele dia, senhor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;O senhor me entende? Um dia eu contei isso a uma freira, e ela disse que a minha historia é muito bonita, que eu deveria escrever um livro. Deus que me perdoe mas eu mandei aquela puta ir tomar no meio do cu dela. "O que há de bonito nessa vida fodida que eu tive?", eu perguntei. Como o senhor deve imaginar ela não soube me responder. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Eu não entendo porque as pessoas querem transformar o sofrimento numa coisa bonita. Sofrimento é pra causar dor, se alguém realmente me admirasse, não me daria flores, não me diria palavras bonitas. Não é isso que eu quero. Eu quero ver a pessoa se colocar no meu lugar. Sofrer. Ai sim, eu ficaria feliz. Perguntaria a essa pessoa o que ela teria feito no meu lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Mas eu não estou escrevendo para me lamentar, nem para desabafar, nem para criar pena. Quero falar sobre minha louça de porcelana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;Eu sou casada a quinze anos, e de lá pra cá não há nesse mundo um adjetivo que caracterize melhor minha vida do que "estável". Meu marido é estável, tem um emprego estável. Meu filho tem quatorze, suas notas no colégio são boas e estáveis, ele está pela primeira vez num relacionamento amoroso estável, com uma menina filha de uma advogada e um bancário, estáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;Minha vida é chata., entediante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Meus amores são: em primeiro lugar, as rosas do meu jardim, eu as podo, rego, converso com elas e as corto para que elas cumpram o seu dever, um dos mais lindos na minha opinião: enfeitar e embelezar a vida. Em segundo lugar está minha costura, estou costurando uma nova cortina para o banheiro, está ficando ridícula, mas está me deixando feliz (ela &lt;/span&gt;já&lt;span style="font-size: 100%;"&gt; está quase pronta!). Em terceiro, porém não menos importante está minha louça de porcelana. Todas as semanas eu a tiro do lugar, lavo peça por peça, enxugo, faço o polimento e guardo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;Eu a ganhei de presente de um amigo do Paulo, meu marido. O nome desse amigo é Geraldo. Ele é um homem alto, magro, cabelos bagunçados, fuma, bebe, xinga. O oposto de Paulo, instável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;Eu dei para Geraldo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;Dei uma, dei duas, dei três, dei mil vezes e daria mais um milhão se eu pudesse. Estar com ele era o meu único incentivo a continuar vivendo. Pensei mil vezes em me divorciar e ficar com ele (e ele teria aceitado), mas a graça estava na instabilidade do nosso relacionamento. Eu sei que se eu casasse com ele, ele ficaria exatamente como o Paulo. E eu daria para o primeiro melhor e mais jovem amigo que batesse à nossa porta. Eu não queria dar para outro. Eu queria o Paulo. Ele era a rosa que enfeitava a sala da minha vida, entende?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;Um dia ele disse que me amava demais para me ver casada com outro homem. Eu disse a ele que deixasse de ser um baitola dramático e me fodesse sobre a mesa da cozinha. Ele disse que não, que queria me amar como eu merecia. Então eu virei para ele e disse que eu era uma puta que deixava meu filho na escola e ia trair meu marido com o melhor amigo dele. "Eu não mereço o seu amor, Geraldo." "Mas eu quero te dar o meu amor." "E eu quero ser comida na mesa da cozinha, quem vai ter o pedido atendido?". Ele me mandou ir embora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;No dia seguinte apareceu aqui em casa. Chapéu na cabeça, todo bonito. Disse que estava passando para dizer adeus, e nos trazer presentes de despedida. Deu ao Paulo uma camisa pólo, ao Bruno (nosso filho) deu um livro, e a mim deu um conjunto de pratos de porcelana, lindo, com rosas amarelas desenhadas. "Pra você lembrar de mim."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;Desde então, eu cuido daquela louça como se estivesse cuidando dele, nunca a usei. Nunca a tirei do armário com outro fim  a não ser cuidar dela, mimá-la. Tenho medo de perder alguma peça, de trincar, de arranhar com uma faca. Não. Não a uso porque a amo demais, mais do que amei ao Geraldo, talvez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;Semana passada eu recebi a mais linda das notícias! Um revista de jardinagem vinha me fazer uma entrevista sobre as minhas roseiras! As minha meninas! Eu fiquei empolgadíssima. Eles viriam na quarta, às 11h. Então eu pensei que fosse a hora de usar o Geraldo. Quer dizer, a louça do Geraldo. Então virei pro meu filho "Bruno, vai lá no armário da sala de jantar e pega uma caixa grande que tem lá pra mãe. Cuidado que é pesado! Pega e bota na mesa da cozinha." &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Fui dar a notícia às minhas meninas. "Todo esse esforço que mamãe tem com vocês valeu a pena! Nós vamos ficar famosas!". Eu estava deliciada. BANG. Um estardalhaço invadiu a cozinha. Quando eu irrompi pela porta encontrei um Bruno pasmo dizendo que &lt;/span&gt;não&lt;span style="font-size: 100%;"&gt; tinha prestado atenção onde a mesa estava e soltou o Geraldo no ar. Ou seja, a louça. Meus olhos se encheram de lágrimas, eu prendi o choro, me abaixei, abri a caixa e vi os cacos da minha paixão. Bruno disse que sentia muito, queria saber o que ele podia fazer para me ajudar. "Calar a boca é um bom começo, seu demente." eu pensei. Então eu virei para ele e disse:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;-Sabe, meu filho. Tem coisas que a gente dá muito valor nessa vida e por isso  superprotege, não as aproveita. Essa louça era uma das minhas maiores paixões na vida. Sim, essa que você acabou de quebrar. Entretanto eu me pergunto se o grande erro foi seu, que fodeu com a minha paixão, ou se foi meu, que nunca fez uso da louça. Seja como for, essa louça representava uma ilusão. Uma ilusão de que se eu a lavasse toda semana eu teria o mesmo prazer que eu tinha dando pra quem me deu ela. Não faça essa cara de assustado. Não me julgue, moleque. Você não sabe o que é vida, você não sabe o que é se enterrar em merda. Mas você está prestes a descobrir. Ah se está! Por que eu não aguento mais essa vida. Eu gosto de rosas, eu gosto de coisas que crescem de novo que renascem não importa quantas vezes a cortem. Minha missão aqui era te criar, ver que você já estava pronto pra vida. Bem, suponho eu que você já esteja bem grandinha já que você acabou de tentar foder com a minha, seu imundo! Então eu acho que não tem mais nada que me prenda aqui, eu não quero ficar aqui pra ver você se tornar um inútil como seu pai, nem pra lavar os lenços cheios de catarro daquele maldito. Eu quero começar a fazer uma coisa que eu nunca fiz: viver. Renascer como uma rosa podada. Amarela, linda. E quem sabe alguém um dia me pinte num prato e me dê de presente a uma paixão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;-Eu sei que você vai ter raiva de mim, eu sei que eu estou fodendo tudo. Mas foi você que começou esse jogo. Fale pro seu pai que tem feijão congelado no freezer, e que o remédio pra hemorroida dele está na pia do banheiro. E você, aproveite a vida sem uma mãe. Eu já estive no seu lugar, e acredite: vai ser uma merda. Não há mais nada que eu possa fazer agora. Pensasse nas consequências antes de 'não ver onde estava a mesa'. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Virei as costas e sai. Me mudei pra essa nova cidade de onde agora escrevo e peço para que minha história seja lida na quermesse junina. Agora estou contente, e pela primeira vez posso dizer que superei algo: a perda da minha louça. O senhor tinha que ver como ela era linda...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Bem, o que o senhor me diz? Na minha opinião,  a minha históra é muito mais interessante do que qualquer outra que o senhor recebeu. É uma mentira, admito. Mas uma mentira muito mais convincente do que essas banais sobre as quais me referi, aqui nós temos um exemplo de vida! Um estória inusitada! Além de ter um final feliz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span&gt;Espero por sua resposta,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span&gt;Regina Gonzaga."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-1742375194398732338?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/1742375194398732338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=1742375194398732338&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/1742375194398732338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/1742375194398732338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2012/03/caro-sr.html' title='Minha louça'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-5343401812793205961</id><published>2012-01-21T20:05:00.000-08:00</published><updated>2012-01-21T21:11:12.490-08:00</updated><title type='text'>Chão de giz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;"Olhos nos olhos, quero ver o que você faz&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Ao sentir que sem você eu passo bem demais&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;E que venho até remoçando&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Me pego cantando&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Sem mas nem porque"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Chico Buarque. &lt;i&gt;"Olhos nos olhos"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olá. Gostaria de esclarecer os acontecimentos desses últimos tempos com clareza. Você me conhece, sabe que eu não suporto mal-entendidos ou fatos e acontecimentos que possam deixar dúvidas à sua ou a qualquer mente errante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu me fui, tranquei-me numa casa de parentes nesse fim de mundo de onde escrevo esta carta. Tudo me entristecia. Fosse o pesamento de que a galinha em minha mesa tinha sido morta de forma calculista, apenas com intuito de me alimentar, fosse pelas flores pisadas da calçada, fosse por um simples olhar áspero de  uma criança. Eu lutava tanto, mas as lágrimas insistiam em recusar a se retirarem dos meus olhos. Tudo me lembrava você. Fumaça de cigarro, flores na janela ou chocolate belga. Um vazio habitava meu peito, como se o coração batesse a vácuo. Meu olfato procurava seu cheiro no travesseiro, minha audição por vezes julgava escutar sua voz quente ao pé do ouvido e eu, ouso admitir, por uma ou duas vezes, acordei no meio da noite com a mão em meu sexo em brasa depois de um sonho que te incluía.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chorei, devaneei, enlouqueci. Passei a duvidar da veracidade do passado, sua imagem passou a ser turva como um sonho antigo. Minha mente, prestativa, passava a te rejeitar de tal modo que eu duvidava de sua existência. Mas não adiantava, de algum modo eu consegui rejeitar o meu consciente para não te rejeitar. Pensei em voltar, pensei em me desculpar por minha tolice, pensei em pedir desculpa pelos seus erros, pensei em te pedir para ser &lt;i&gt;l'ombre de ton chien, &lt;/i&gt;assim como sua musa Piaf. Ah, como eu quisera que as coisas tivessem sido diferentes. Eu correria daqui do fim do mundo à cidade, levando prendas a ti. Ouso dizer que te mataria só pra não ter que suportar a ideia de te ver um dia desfilando com seu novo alguém diante de meus olhos embriagados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amizades me disseram para sair dessa fossa de merda que me enterrei. A ideia me parecera maluca, nunca conseguiria te esquecer, deixar de te amar. E, de fato, nunca irei. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vou tentar iludir a nenhum de nós que eu te amo. Não pelo que você é. Se eu pudesse formar uma pessoa e por nela todos os defeitos que eu detesto em um ser humano, eu teria como resultado um clone seu. Aí, eu olharia para aquele corpo, aquele rosto suave e adormecido, e poria nessa criatura todas as qualidades que eu mais prezo, só para ficar perfeitamente igual a ti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu te amo por mim. Eu amo o seu eu dentro de mim. Eu amo as manhãs de cócegas, eu amo o gosto de chocolate do seu beijo, eu amo as brigas, eu amo ter fugido de casa 15 minutos depois de você ter saído para ver sua mãe. Se eu não amasse isso tudo, que solução teria eu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passei a ser feliz ali, com o corpo enterrado em merda até a cintura naquela fossa que hoje já está decorada ao meu gosto. E nesse momento eu espero de todo o meu coração que minhas convicções de meses atrás estivessem certas: que você não me amava o bastante para sofrer com a minha partida. Caso confirmes minha razão, passe aqui nesse endereço do envelope da carta para tomarmos um cappuccino. Verás que me refiz, que aquele sorriso de antes está de novo tatuado em minha cara. Te apresentarei minha nova companhia, e nos contentaremos em ser bons e velhos amigos com algumas historias a mais na bagagem, mal não irá nos fazer, e se fizer teremos direito a uma despedida agradável. E caso você me amara do jeito que falei, por favor não me conte. Pois eu posso sobreviver com toda essa merda em volta de mim, mas nunca com o arrependimento e a culpa de ter te feito sofrer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mais, é isso. O barulho do engarrafamento continua me enlouquecendo, eu continuo odiando limpar a casa e meus maiores companheiros são dois buldogues deitados aos meus pés no momento. Eles irão gostar de você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Um abraço e um beijo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;De mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-5343401812793205961?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/5343401812793205961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=5343401812793205961&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/5343401812793205961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/5343401812793205961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2012/01/chao-de-giz.html' title='Chão de giz'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-7848568598964692791</id><published>2011-05-31T21:14:00.000-07:00</published><updated>2011-08-25T19:50:21.664-07:00</updated><title type='text'>Alice Félix</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caneta descansada na mão, mão descançada no caderno. Na página presente lia-se milhares de "oi's" vazios, sem interlocutores. Dos olhos escuros, escorregava uma lágrima daquela que vem logo após o bocejo. Na televisão passava o video de Peter Pan, mais uma tentativa de ter uma fonte de inspiração.&lt;br /&gt;Alice tinha há uns anos a estranha mania de ver cores em tudo que a circundava. Pessoas, sentimentos, livros, filmes. Naquele momento, ela olhava o caderno e via cinza, olhava pela janela e via a tarde ensolarada de domingo, cinza. Olhava o copo d'água em cima da mesinha de centro, cinza. Olhava o espelho, cinza. O relógio era cinza. O filme era colorido, Peter Pan sempre foi e sempre será verde claro.&lt;br /&gt;"Que porra de vida" ria-se de sua própria desgraça. Alice preferia o preto ao cinza: o preto era morto, decidido em sua existência. Contrário ao branco, contrário à paz. O cinza era doente, e Alice sempre preferiu a morte à certas doenças, a morte dava descanço. A doença cansava. Alice estava doente. Talvez até uma patologia mais grave que câncer, tumores ou cistos. Alice tinha uma alma desiludida. Metástase.&lt;br /&gt;Porém não, Alice não estava deprimida. Longe disso, aliás. Apenas desiludida, desanimada, com a vista cheia de cinza. Ria-se de seu desanimo. Achava bom não querer sair de casa. Não se depilava, não penteava o cabelo, trajava pijamas e escutava Chico o dia inteiro; "apesar de você amanhã a de ser outro dia". Regava o vaso de gérberas, dava ração ao gato. Saia somente para trabalhar, e quando o fazia. Tratava de tomar seu sorvete colorê sentada no banco da praça, sozinha.&lt;br /&gt;Como o sorvete que descia por seu esôfago, Alice sabia que sua memória era mais colorida que um catálogo de cores. Alice costumava ser uma daquelas garotas que não se acredita que existem a menos que se veja. Sonhadora, cheia de amigos, inteligente, bonita. Em sua memória poderia ver, rever e reviver momentos amarelos ofuscantes, azuis profundos, rosas chock, vermelhos vivos, verdes claros, assim como Peter Pan.&lt;br /&gt;Talvez esse fosse o problema de Alice, talvez ela tivesse sido tão feliz em seu passado que não achava que precisasse de mais no presente, sendo assim não buscava mais felicidade. Aliás essa suposição até mesmo a assustava. Um dia Alice foi ao psicólogo:&lt;br /&gt;-Qual o seu problema, querida?&lt;br /&gt;-Eu tenho medo de ser feliz pra sempre.&lt;br /&gt;-Vou te encaminhar a um psiquiatra.&lt;br /&gt;Alice não era louca e sabia daquilo. Mas como saberia se era feliz se não tivesse tristezas para provar tal situação. Tristezas apimentam a relação com a felicidade, assim como brigas apimentam relações amorosas. Alice queria ser feliz, mas queria ter tristezas.&lt;br /&gt;Naquele momento, Alice não era nem triste nem feliz. Costumava dizer que aquele era um momento peso de papel. Mas sabia também que a vida era curta e que ser um peso de papel que não segurava papel contra o vento era pura perda de tempo.&lt;br /&gt;Alice um dia passou por uma loja elegante no centro da cidade a caminho do trabalho. Alice ouvia 22 e cantarolava os versos da menina semelhante à própria, tinha um sorvete de pistache na mão e um "bigodinho" verde e gelado acima da boca. Alice parou em frente à vitrine e olhou aquele vestido violeta. Setecentos e oitenta e três reais constava a etiqueta. Num ato impensado e espontâneo, Alice entrou na loja, experimentou e comprou o vestido. Saiu da loja com o vestido no corpo. Fazia tempo que não sentia tão bonita. Fazia tempo que não havia ninguém que risse de suas doideiras. Fazia tempo que não havia ninguem que lhe dava motivo pra depilar a virilha. Fazia tempo que não acordava de manhã e sentia mais dois pés em sua cama.&lt;br /&gt;Naquele dia, Alice sairia do trabalho, passaria na padaria, compraria pão e iria para casa tentar escrever mais uma vez. Mudança de planos, vamos dar um final feliz a essa história. Naquele dia, Alice iria sair direto do trabalho para um pub, e de vestido violeta e all star curtiria um show de rock alternativo. Beberia, riria, flertaria o garçom boa pinta mas beijaria o rapaz moreno que esbarrou na saída do banheiro. Ele a levaria em casa, ela traria o gato à porta pra ele conhecer. Não deixaria ele entrar, não que não quisesse mas sim porque a saúde capilar de sua área pubiana era admirável e deplorável. Deu boa noite a ele, o levou a porta, fez um café fresco e pensou que naquele dia violeta virara sua cor preferida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-7848568598964692791?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/7848568598964692791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=7848568598964692791&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/7848568598964692791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/7848568598964692791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2011/05/alice-felix.html' title='Alice Félix'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-8965934663696231043</id><published>2011-03-07T13:15:00.000-08:00</published><updated>2011-03-20T21:44:08.194-07:00</updated><title type='text'>Epitáfio idealizado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;P.S.(sim, antes do texto): Antes que haja qualquer pergunta ou dúvida sobre isso, esse garoto não sou eu. Eu inventei ele às 4 dessa madrugada. Ou seja ele não existe, porém eu o admiraria se existisse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu já perdi a noção do tempo que estou acordado, dirigindo nessa estrada. Saí de casa há dois dias e vou por essa estrada numa sede sem tamanho de chegar num lugar que ainda nem defini.&lt;br /&gt;Imagino que em algum lugar acima de mim e do meu chevete 82, o sol esteja se pondo. Não consigo vê-lo, pois chove a cântaros onde estou. Chove como se não houvesse amanhã, Como se Deus tivesse falado a Noé que iria cair um toró do cacete e ele agora estivesse pondo um casal de cada espécie de animal num tipo de barco gigante.&lt;br /&gt;Sinto medo. Nunca dirigi sozinho antes e agora eu necessito de uma grandessíssima experiência no volante para não deixar o carro derrapar e eu me estatelar em um abismo qualquer. Aliás, não seria nem o primeiro nem o último abismo qualquer que eu me estatelaria.&lt;br /&gt;Toca Beatles no rádio. Here comes the sun. Acho essa música fantástica! Penso em como os Beatles são Fantásticos. É curioso o fato de que tudo que é fantástico acaba, seja de um jeito fantástico ou não. John Lennon, por exemplo, acabou de um jeito tão maluco que chega a ser fantástico. Imagina ser morto por um pirado que se diz fã do seu trabalho, que te ama... Vendo por esse lado eu chego a por em questão se é realmente ruim ter sido considerado o antissocial esquisito durante toda a minha vida. Pelo menos ninguém me mataria por amor. Isso é bom?&lt;br /&gt;Rio de meu pensamento tolo. Rio de felicidade por pensar. Rio por pensar. Rio.&lt;br /&gt;Sabe, essa música me deixa um pouco nostálgico, lembro da minha infância, difícil infância. A letra diz “ lá vem o sol, tudo está bem”. E eu percebo que por poucas vezes ou talvez nunca o sol tenha chegado à minha vida, não diretamente assim. Talvez seja assim com todo mundo, não sei.&lt;br /&gt;Pelo menos imagino que se ele tivesse chegado, talvez anteontem eu tivesse dormido ao invés de esperar que meus pais e minha irmãzinha dormissem, pegar minha mochila, a chave do chevetão e os cem contos da economia para sair por ai nesse mundão de meu Deus para viver uma aventura besta, que provavelmente terminará na semana que vem com umas cintadas de papai. Definitivamente o sol não chegou à minha vida.&lt;br /&gt;Ou talvez sim! Talvez tenha chegado! Talvez eu esteja ensolarado demais pras ideias escuras de uma “vida perfeita”. Perfeita é o caralho. Me matar de estudar, passar pra uma faculdade que me dará um bom emprego, casar, ter um casal de filhos, cair na mesma mesmice que os meus pais caíram, que os pais deles caíram, que os seus pais caíram e que ainda chamam de felicidade.&lt;br /&gt;Quem foi o idiota que disse que a vida tem que ser assim? Quer saber? Vai ver é bom mudar um pouco esse script e é isso que eu estou tentando fazer. Nem que essa palhaçada termine com umas marcas de cinto na sexta que vem.&lt;br /&gt;É, o sol bateu à minha porta.&lt;br /&gt;Porém com toda essa revolução passando pela minha cabeça, eu sei que não vou conseguir. Não posso, não tenho coragem e talvez eu nem queira mudar o script. Sou apenas um ator. E atores representam. Podem representar bem, ganhar prêmios, Mas jamais podem mudar sequer o sentido de suas falas.&lt;br /&gt;É impressionante como me distrai aqui em minhas divagações, errei na manobra de uma curva e agora estou de fato caindo no abismo qualquer. É impressionante como tudo muda de um segundo para outro. No minuto passado eu estava cerrando os olhos para conseguir enxergar através da chuva e da neblina para ver a estrada, prevenir minha vida, sem nem imaginar que agora eu estaria girando dentro do chevetão, e muito menos que no minuto seguinte eu estaria aos pés da ribanceira como que reverenciando o adversário vencedor.&lt;br /&gt;Uma vez eu vi num filme um cara dizer que parecia clichê (e realmente era), mas que essa história de que no momento anterior à morte passa-se um filme de a vida na cabeça. Pois eu vos digo (e você concorda) que é clichê mas é de fato a verdade. Acontece comigo agora. Acho até bastante válido esse pequeno filme, é como se fosse uma revisão, uma resposta pra tal pergunta do que se fiz ao longo da vida.&lt;br /&gt;Lembro-me do meu aniversário de quatro anos. Lembro-me de abrir os olhos e ver as paredes pintadas de verde claro do meu quarto iluminadas pelo sol radiante que inundava o quarto pela janela. Lembro de meus pais ainda mais radiantes entrando no quarto com um sorriso na boca e lágrimas no olhos. Vieram e me deram uma abraço triplo, uma demonstração do amor e da felicidade que sentiam pela ocasião.&lt;br /&gt;Sempre achei que o abraço fosse o maior de todos os presentes que eu pudesse receber. É a demonstração mais pura e bela de amor. Do “preciso de você”. Do “eu quero te sentir”.&lt;br /&gt;Lembro-me da primeira vez que experimentei café. Odiei o gosto. Fiz careta de nojo. Meu avô ria de mim. Saudades do vovô com seu cheiro de cigarro misturado com Phebo. Saudades da vovó também. Sempre guardo dela aquele sorriso bondoso, aquelas xicrinhas decoradas com flores na mão e os sapatos trocados nos pés. Saudades. Talvez eu os encontre daqui é pouco... Besteira. Nunca fui nem serei digno de ir para o mesmo lugar que esses dois foram.&lt;br /&gt;Voltando ao café, o curioso é que depois de alguns minutos eu gostei do gosto que havia deixado em minha boca. Encostava a língua no céu da boca e tornava a afastar. Repetia o movimento. Apreciava aquele gostinho gostoso que ali jazia. Pensei que as pessoas deviam beber café pelo gosto que elas sentiam depois de um tempo. Elas fazem isso o tempo todo.&lt;br /&gt;Penso no que deixo pra trás. Amigas e amigos talvez. Não sei se de fato os tenho. Penso em sexo. Nunca fiz, mas ouço dizer que é a melhor experiência que se pode passar. Uma pena que esteja deixando para trás uma coisa da qual eu nem passei dos treinos. Dizem que sexo é bom, maravilhoso, divino, belo. Porém duvido que seja mais belo que a risada que vi minha irmãzinha dar no café da manhã do dia em que saí de casa. Deixarei ela pra trás. Ela e toda essa alegria de toda criança.&lt;br /&gt;Por fim, penso Nele. Ele sempre foi um enigma para mim, embora eu nunca tenha questionado ou duvidado de sua existência. Apenas sempre soube que Ele existia, O admirava e fazia o que podia para me aproximar dessa magnificência quando tinha oportunidade.&lt;br /&gt;Houve uma ocasião em que eu estava num grupo de oração. A oradora dava uma espécie de palestra sobre um tema interessante quando eu entrei em uma espécie de transe, êxtase. Meus sentidos afloraram, pensamentos ficaram distantes e eu já não me sentia como naquele aposento. Tocava o polegar nos outros dedos, percebia meu tato. Percorria os dedos pelos cabelos e sentia aquela infinidade de fios passando por meus sentidos. E foi quando toquei minhas pálpebras, as portas das janelas da minha essência, que O percebi. Percebi que ele estava ali, dentro e fora de mim. Me tocando através das minhas próprias mãos.&lt;br /&gt;Guardo esse último segundo de minha vida para admirar esse Ser supremo. Admiro-o por mim, admiro-o pela chuva que continua caindo insistentemente enquanto eu e o chevetão tocamos o chão, admiro-o pelo próprio chevetão velho. Ele, o Cara lá de cima, deve se sentir lisonjeado quando percebemos e admiramos sua perfeição.&lt;br /&gt;PLUM, PAF, PUF, BOOM e outros milhares de onomatopeias de estronde se seguiram. Cheguei ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O despertador toca. 6h20min da manhã, hora da aula. Volto à vida real, normal, perfeita. Eu disse que não iria escapar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-8965934663696231043?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/8965934663696231043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=8965934663696231043&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/8965934663696231043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/8965934663696231043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2011/03/epitafio-idealizado.html' title='Epitáfio idealizado'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-8706802980266835664</id><published>2011-02-13T14:45:00.000-08:00</published><updated>2011-02-19T20:51:03.987-08:00</updated><title type='text'>Peleja</title><content type='html'>Calça cáqui, camisa branca desabotoada. Um chapéu de palha mal colocado na cabeça. Gastas sandálias franciscanas calçando seus pés sujos pela poeira da terra seca como sua garganta. Implora por um copo d'água, seja ardente ou não. Vê uma estrada. Pode-se ver a quentura saindo do asfalto velho assim como pode-se vê-la saindo do carvão em brasa. Segue seu caminho pelo meio da estrada. Um carro, uma alma viva que viesse por ali seria uma bênção. "E Ele vai me abençoar mais uma vez" pensou o andarilho em sua fé católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bênção veio, mas foi à cavalo. Uma bonita moçoila, montada numa velha carroça, abre os lábios carnundos em um sorriso estonteante para o andarilho. O suor fazia com que seu cabelo ondulado ficasse agarrado ao pescoço.Trajava um vestido estampado em pequenas e múltiplas flores, a pele queimada e castigada pelo sol nordestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É miragem? - perguntou o andarilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nem s'eu subesse o que que é isso, moço. - o sorriso não saíra de sua boca - Vai uma caroninha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem responder, o homem subiu na carroça e se sentou ao lado da moça. Ele não pode deixar de evitar uma olhada de soslaio em suas grossas pernas. Seguiram quietos até um casebre de sapê onde a moça parou a carroça com um "ôôôua". A porta de entrada era na cozinha, chão de cimento batido, flores num copo em cima da pia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina encheu um copo d'água da torneira e deu ao homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Antes quo sinhô morra - acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Gradecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Donde o sinhô vem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, cê num va sabê onde é não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E pronde tá ino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Num sei não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como, num sabe, num dicidiu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Deus decide, menina. Eu só ando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça não precisava de palavras para expressar sua perplexidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ninguém sabe pra onde tá indo, Deus decide tudo e as pessoas saem andando por aí. Sem rumo, sem ter certeza daonde vão parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça encheu o copo do andarilho novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E você, mora com quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Marido e filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quantos anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desessete primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já com essa vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Deus decide pronde nóis vai, moço. Mas Ele num é bobo de mandar todo mundo pelo mesmo caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-8706802980266835664?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/8706802980266835664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=8706802980266835664&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/8706802980266835664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/8706802980266835664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2011/02/calca-caqui-camisa-branca-desabotoada.html' title='Peleja'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-125296519064800002</id><published>2011-01-02T20:02:00.000-08:00</published><updated>2011-02-01T14:49:02.177-08:00</updated><title type='text'>Christmas magic</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele coçava os olhos verdes irritados pelo sono. Já era quase meia-noite, mas ele continuava ali, resistindo. Sua mulher havia lhe chamado pela terceira vez para ir pra cama ele respondera com um "já vou" distraído. Ele precisava continuar ali. Ele queria o ver mais uma vez.&lt;br /&gt;A escuridão lhe parecia convidativa, era como se fechar ou não os olhos não fizesse diferença ao adormecer. O vento que uivava pela fresta da janela fazia cócegas em sua nuca. E as luzes da árvore eram as únicas coisas que se modificava na sala. Até o gato agora estava quieto, repousando em seu vigésimo quarto sono, recostado aos pés vestidos por meias verdes.&lt;br /&gt;Ouve-se um tilintar de sininhos. Excitação. Os olhos verdes e velhos brilhavam como os de uma criança ao ver um chocolate. Vê se uma sombra enorme e gorda.&lt;br /&gt;-É ele!- exclama o velhinho em sussurro.&lt;br /&gt;Então entra na sala um velho com cabelos e barbas enormes e com textura de algodão, trajado em vestes vermelhA com um cinto preto na cintura, um gorro na cabeça e um saco enorme e abarrotado na mão direita.&lt;br /&gt;-Depois de...&lt;br /&gt;-74 anos, eu ainda acredito no senhor.&lt;br /&gt;O Papai Noel enxuga seus olhos marejados pela emoção. Tirou o saco das costas, abriu-o e tirou uma boneca de pano, a qual ele recostou na base da árvore.&lt;br /&gt;-Espero que a Liz, sua netinha, goste.&lt;br /&gt;-Ela vai gostar, obrigado.&lt;br /&gt;-E agora o seu presente.&lt;br /&gt;-Só crianças ganham presentes, não?&lt;br /&gt;-Só crianças ficam acordadas até uma hora dessas me esperando, Lucas.- respondeu o Noel- Não sei se vai gostar do presente, mas foi o melhor que consegui pensar.&lt;br /&gt;Ele se adiantou, foi até o velhinho e lhe deu um abraço.&lt;br /&gt;-Obrigado, meu amigo.&lt;br /&gt;O velhinho sem reação, só conseguiu pensar e uma coisa para falar, ele sabia que não era propício à ocasião, porém perguntou:&lt;br /&gt;-O senhor existe mesmo?&lt;br /&gt;-Ho-ho-ho. Você não está me vendo, Lucas?!&lt;br /&gt;-Estou, mas pode ser apenas um sonho.&lt;br /&gt;-E se for, deixaria de ser real? Eu quero dizer, pra você?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Isso é o que importa. Isso é o que todos chamam de magia. Tenho muito trabalho a fazer. Feliz Natal.&lt;br /&gt;Com um sorriso nos lábios, o bom velhinho se espremeu na lareira e começou a escalá-la.&lt;br /&gt;No andar superior, Liz acordou a mãe com uma felicidade estampada no rosto.&lt;br /&gt;-Mamãe, mamãe, é o Papai Noel!&lt;br /&gt;A mãe nunca havia acreditado em seu pai quando ele dizia, depois de velho, que o bom velhinho existia. Porém, naquela noite em especial, ela podia jurar ter ouvido um tilintar de sinos e um distante "Ho-ho-ho, Feliz Natal!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A magia existe, e ela contagia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-125296519064800002?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/125296519064800002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=125296519064800002&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/125296519064800002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/125296519064800002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2011/01/christmas-magic.html' title='Christmas magic'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-9139783944848796882</id><published>2010-12-29T20:14:00.000-08:00</published><updated>2010-12-29T20:16:36.806-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu havia feito um texto todo legalzinho pro Natal, mas eu acabei o perdendo, e só fui achar hoje... Talvez eu poste depois, afinal, o Natal não deveria ser uma época, deveria ser um estado de espírito, concorda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Natal mais que atrasado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-9139783944848796882?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/9139783944848796882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=9139783944848796882&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/9139783944848796882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/9139783944848796882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/12/eu-havia-feito-um-texto-todo-legalzinho.html' title=''/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-467343072669989498</id><published>2010-12-06T04:46:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T05:30:13.510-08:00</updated><title type='text'>Uma história de amor.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ali, ao som das ondas espancando as pedras, ele chorava. Gritava. Não, não havia som. Se houvesse ele nunca saberia. Sua cabeça doía demais para prestar atenção em qualquer coisa que não fosse sua própria dor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um relâmpago de lembranças veio a sua mente, e agora, como se pudesse voltar no tempo, ele se encontrava num bar, onde tinha visto aquela morena de sorriso bonito e tinha lhe falado algumas frases em um francês romântico e sussurrado. Agora, como se uma ventania o levasse pra outro tempo e espaço, ele se encontrava numa cama, ela sobe ele. Prazer. Pele com pele. Suor com suor. Ele a sentia em seu íntimo. Um último gemido em uníssono. Ela olha pra ele com um olhar apaixonado e o propõe o eterno. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O casamento. Ele nunca havia visto tão belo ser em toda a sua existência. Ela vinha com olhos marejados e aquele mesmo sorriso que ele havia se apaixonado no rosto. "Eu me apaixono a cada vez que a olho", pensou ele, mas não externou seu pensamento, ele deveria o ter feito. A ventania o levou de novo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele estava na sala. Aquela espera era infinita. A parteira veio, "O senhor pode ir vê-los". Ele entrou no quarto, ela repousava na cama, cochilando. A criança estava no &lt;em&gt;moisés&lt;/em&gt; na cabeceira da cama. Ele foi até ela e deu-lhe um beijo na testa, sentiu o gosto salgado do suor, e riu pela situação. "Não olha pra mim, to me sentindo uma vaca suja e gorda". Ele tornou a rir da frase espirituosa. Olhou para o pequeno embrulho repousado no &lt;em&gt;moisés&lt;/em&gt;. "Ele e o joelhinho mais lindo do mundo", disse. "Joelho é o cacete".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De volta à pirambeira à beira do mar, ele sentiu suas costas doendo. Começava a chover. Nem o sol tinha força de espírito para se mostrar em tão fúnebre dia. Ele olhou a pedra ao lado, contemplando seus nomes nela escritos, um sinal de eternidade. "Até que a morte nos separe"...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Buscou uma razão, uma razão para o que tinha acontecido. Não encontrou. A única coisa que conseguia pensar com nitidez era o que alegrava. Ele pensava na imagem de um garotinho moreno, com os mesmos olhos de jabuticaba da mãe. Aquele era o presente que havia deixado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqueles pezinhos gordos, aquele "upa" apertado, aquele sorrisinho desdentado. Aquela sim era uma razão para viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele olhou para o céu, enxugou suas lágrimas, levantou e se encaminhou para o carro. Mudança de planos. Num impulso ele se virou para o abismo, pegou impulso e se jogou. "Je peux voler".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-467343072669989498?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/467343072669989498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=467343072669989498&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/467343072669989498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/467343072669989498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/12/uma-historia-de-amor.html' title='Uma história de amor.'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-8001642703156188651</id><published>2010-11-20T19:22:00.000-08:00</published><updated>2010-11-20T19:24:57.243-08:00</updated><title type='text'>Carma</title><content type='html'>Duas frases:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ria e o mundo rirá com você, chore e você chorará sozinho"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ao fim do espatáculo, o palhaço chora sozinho"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse é o preço que se paga por ser uma pessoa considerada "forte".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-8001642703156188651?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/8001642703156188651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=8001642703156188651&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/8001642703156188651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/8001642703156188651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/11/carma.html' title='Carma'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-4059465593173669177</id><published>2010-11-11T18:51:00.000-08:00</published><updated>2011-02-01T14:50:23.883-08:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>Ela estava magnífica naquele vestido preto, à porta do prédio. Já haviam se passado 30 minutos desde que seu noivo havia lhe dito que "tava chegando", e ela desde então ali esperava. Eles iriam a um baile para comemorar seus 6 anos juntos. Começavam a cair os primeiros pingos da chuva que havia sido prometida pela garota do tempo.&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Só me faltava essa&lt;/em&gt;", pensou ela. A porta do edifício se abriu. Era a sua mãe, com certo espanto&lt;br /&gt;estampado na cara.&lt;br /&gt;-O Lauro sofreu um acidente.&lt;br /&gt;-O quê?&lt;br /&gt;-É isso mesmo minha filha -consolou-a a mãe -Eu sei que é difícil, era pra ser uma noite de comemoração pra voc...&lt;br /&gt;-E quem disse que não é?&lt;br /&gt;E num ato de certa insanidade, como se nada houvesse acontecido, ela se encaminhou para o meio da rua, onde começou a dançar, ao som de &lt;em&gt;Kiss Me. &lt;/em&gt;O som vinha de sua própria cabeça, porém era como se todos ali em volta pudessem ouvir também. Ela ria. Gargalhava. A sensação da chuva a afagar-lha a face lhe agradava.&lt;br /&gt;-Vem mãe! Vem comemorar a chuva.&lt;br /&gt;A mãe não estava entendo nada daquilo que a filha estava fazendo. Você provavelmente também não está. E, pra ser sincero, muito menos eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-4059465593173669177?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/4059465593173669177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=4059465593173669177&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/4059465593173669177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/4059465593173669177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/11/blog-post.html' title='.'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-4454198924550505858</id><published>2010-11-02T13:23:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T16:37:26.407-07:00</updated><title type='text'>Pour tout la vie.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela estava ali por não saber lugar melhor para estar. Depois de 27 anos de tristeza e vida difícil, ela finalmente tinha um motivo para comemorar. Depois que havia perdido a mãe e depois de ter descoberto que o sumiço de seu pai se baseava na causa de ele ter morrido havia 3 meses, ela dedicou sua vida ao estudo, ao seu sucesso profissional. Com a ajuda de um ex-namorado, que ainda a reservava uma paixão indesejada, ela juntou algum dinheiro e partiu com a cara e a coragem para aquele país de sonhos. Lá ela conseguiu um emprego numa grife e naquele dia soube que seria promovida ao escalão de estilistas. Esse era o motivo para comemoração. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele estava ali por sempre ter sido uma pessoa solitária. Aquele tipo de rapaz que sempre foi introspectivo e, por isso, misterioso. Ele a olhava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não era pra menos. Aquela jovem brasileira fazia qualquer gringo sonhar com sua companhia. Morena, olhos de jabuticaba, sorriso bonito, corpo sedutor, cabelos ondulados. Ela percebia quando olhos se fixavam nela e mostrava certa indiferença. Mas não daquela vez, aqueles olhos a devoravam de forma que ela não conseguia disfarçar sua percepção e se deixava dar não tão discretas olhadelas ao rapaz, que também não deixava de ser atraente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele era do tipo de rapaz que se imagina daqui a vinte anos com uma toalha enrolada no quadril, um martini na mão e uma loura na cama. Ar intelectual e beleza mediana. Nunca naqueles 2 meses que ela se encontrava naquele país, alguém havia atraido de tal forma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele se levantou. Foi em direção a ela sem ao menos disfarçar chegou ao seu ouvido e sussurrou:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Je te regarde, et j'ai conclu que vous êtes l'une des plus belles choses que j'ai jamais vu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela sentiu um arrepio lhe subir pela coluna e com um risinho no rosto respondeu que já havia percebido. E em seguida, ele disse:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Que puis-je faire pour continuer à vous regarder?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Jusqu'à quand?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Pour tout la vie.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali começava um romance digno de melodrama de Shakespeare.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS: Para melhor compreensão do diálogo: &lt;a href="http://translate.google.com.br/#frpt"&gt;http://translate.google.com.br/#frpt&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-4454198924550505858?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/4454198924550505858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=4454198924550505858&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/4454198924550505858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/4454198924550505858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/11/pour-tout-la-vie.html' title='Pour tout la vie.'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-7565611982202388936</id><published>2010-10-27T19:42:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T19:46:24.266-07:00</updated><title type='text'>Sábia menina</title><content type='html'>E foi num de seus momentos de lucidez que D. Lúcia disse à sua neta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sabe, menina, eu não sei mais quem é meu filho, eu não sei mais como eu sou, eu não faço mais nada sozinha... Pra que que serve a vida então, se nós nos esquecemos de tudo no final?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A neta, sabida pra sua idade vira pra sua avó com um sorrizo estampado na cara e toda a simplicidade do mundo e responde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A vida é feita pra viver vovó, e acima de tudo, pra ser feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-7565611982202388936?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/7565611982202388936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=7565611982202388936&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/7565611982202388936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/7565611982202388936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/10/sabia-menina.html' title='Sábia menina'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-3964266474762830524</id><published>2010-10-07T20:07:00.000-07:00</published><updated>2010-10-07T20:33:54.583-07:00</updated><title type='text'>World ain't so bad at all (Parte 3 - Maybe it is)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em algum lugar, talvez muito perto, talvez muito longe de mim ou de você, leitor, existe uma garotinha. Ela tem 9 anos. Ela sempre foi uma boa aluna, as professoras sempre gostaram muito delas. Certo dia, em momento de descontração, ela conversava com a professora depois da aula:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Tia, eu faço coisa de gente grande.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O que minha filha, você beija na boca?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não, tia, eu to falando de coisa de gente grande!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O quê que você já faz?!- pergunta a professora já apavorada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Ah, a senhora sabe...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um choro de pavor veio à garganta da professora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Mas você faz isso com quem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Ah, com meu irmão mais velho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Meu Deus! - a professora leva as mãos à boca - S-s-só com ele?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-É, mas às vezes, o meu primo Braian me pede, aí eu fico de quatro e el...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Chega. - a professora estava nauseada - Seus pais sabem disso?!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Só mamãe. Se papai ficar sabendo, ele briga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A professora saiu da sala aterrorizada. Foi até a secretaria e de lá ligou para o Conselho Tutelar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma semana depois, a psicóloga do conselho estava no mesmo lugar da professora, conversando com a menina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Você sabe que seus pais não têm te feito bem, não sabe, minha linda?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Eu sei, a mamãe de vez em quando me bate, eu de vez em quando tenho que fazer "aqueles negócio" com meu irmão sem eu querer...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Nós vamos ter que tirar você de perto deles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não! - assustou a menina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Por que não, meu amor? Eles tão te maltratando...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Mas um dia eles vão parar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não vão parar, minha linda. Eles não vão mudar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-E se eles "mudar"?! - a menina já estava assustada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Você não pode ter mais esperanças quanto a isso, meu anjo. Não tem mais motivos pra ter esperança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Claro que tem! A tia me disse que a esperança é a última que morre...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-No seu caso, meu anjo, ela não morreu. Mataram ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Se mataram, então por que que eu não posso desculpar eles?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A menina, perplexa começa a chorar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Eu ainda amo eles!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela realmente amava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS.: Infelizmente, o diálogo entre a menina e a professora é baseado em fatos reais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-3964266474762830524?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/3964266474762830524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=3964266474762830524&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/3964266474762830524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/3964266474762830524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/10/world-aint-so-bad-at-all-parte-3-maybe.html' title='World ain&apos;t so bad at all (Parte 3 - Maybe it is)'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-227757025552611101</id><published>2010-09-18T17:42:00.000-07:00</published><updated>2010-09-18T21:59:42.646-07:00</updated><title type='text'>World ain't so bad at all (Parte 2)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em algum lugar, talvez muito perto, talvez muito longe de mim ou de você, leitor, existe uma menininha. Ela tem 3 anos. Ela, há 4 meses, descobriu uma doença em seu corpo, leucemia. Ela tem chances de sobreviver. Elas são pequenas, mas elas existem, e essa menininha e seus pais agem com frieza a todos que falam que o pior pode acontecer.&lt;br /&gt;-Podemos pensar de forma boa ou ruim. Escolhemos a melhor forma. - falava a mãe a todos que tocam no assunto.&lt;br /&gt;-E se ela morrer?&lt;br /&gt;-Ela não vai morrer.&lt;br /&gt;-Pensando desse modo, você não se preparará pro pior, e se ele acontecer, você não vai estar preparada.&lt;br /&gt;-Eu nunca conseguiria me preparar pra uma coisa dessas.&lt;br /&gt;Continuando a história, a menininha agora olha para o balão que ela estava brincando. Ele escapou de suas mãos e agora estava à 5 metros do chão. Ela olha aquele cachorrinho rosa de ar subindo pelos ares. Uma outra criança de 3 anos choraria com o acontecido. Mas essa menina não. Ela não vê motivo para chorar. É só um balão.&lt;br /&gt;-Nossa, que linda você! Nem chorou por causa do balão! Parece até gente grande... - diz a moça que trabalha na casa da menininha.&lt;br /&gt;-Tem muita gente grande que chora por coisas bobas, e elas não vêem que, um monte de vezes não tem motivo pra chorar. Mamãe disse que eu estou dodói, e que eu amanhã eu posso nem acordar, mas ela disse que ao invés de chorar por isso, eu devia aproveitar o que a vida tem de bom. Ela disse que sempre tem motivo pra viver.&lt;br /&gt;E realmente, sempre tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-227757025552611101?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/227757025552611101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=227757025552611101&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/227757025552611101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/227757025552611101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/09/world-aint-so-bad-at-all-parte-2.html' title='World ain&apos;t so bad at all (Parte 2)'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-4835408845766215525</id><published>2010-09-11T12:38:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T13:42:47.562-07:00</updated><title type='text'>World ain't so bad at all (Parte 1)</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;       Em algum lugar, talvez muito perto, talvez muito longe de mim ou de você, leitor, existe uma velhinha. Seria hipocrisia ou até mesmo mentira falar que ela está satisfeita com sua vida. Ela tem 73 anos. Há 3 meses ela não vê nenhum de seus filhos ou netos. Ela mora sozinha num apartamento. O apartamento, agora, está em chamas. O incêndio começou com um curto circuito no disjuntor principal. A velhinha está presa. Ela no momento de desespero caiu e acabou por esbarrar na geladeira que, por sua vez, acabou por cair em cima da senhora.  A velhinha grita por socorro. Ela já não tem esperanças, ela já tem certeza de que morrerá ali, incinerada. Certeza de que vão esquecê-la assim como os filhos fizeram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;      De repente, a velhinha vê uma pessoa. É aquela menina Manuela que morava no apartamento de cima, que todas as vezes que se encontrava com a velhinha no elevador ou coisa assim, lhe dava um sorriso, ou um bom dia, ou apenas algum sinal de educação e respeito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;        A menina sua e tosse enquanto tenta tirar a geladeira de cima a senhora. A velhinha fala:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;        -Vá, minha filha! Você é muito jovem para...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;        -Ah, não acredito que a senhora tá pensando que nós vamos morrer! - e volta a fazer força para levantar a geladeira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;        Ela consegue. A velhinha torceu a perna e anda com dificuldade, mas apesar de tudo, elas conseguem sair sãs.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;        -Muito obrigado, minha filha, você hoje me provou que ainda há gente boa nesse mundo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;        -Sempre há, dona. - responde a menina com seu otimismo de toda jovem de sua idade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é tanto otimismo assim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-4835408845766215525?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/4835408845766215525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=4835408845766215525&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/4835408845766215525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/4835408845766215525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/09/world-aint-so-bad-at-all-parte-1.html' title='World ain&apos;t so bad at all (Parte 1)'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-1838724049075049187</id><published>2010-09-01T17:22:00.000-07:00</published><updated>2010-09-01T18:04:36.490-07:00</updated><title type='text'>Promessa quebrada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A aula já havia começado quando a menininha de olhos de jabuticaba chegou de mão dada à sua mãe.&lt;br /&gt;A mãe chamou a professora na porta falou meia dúzia de palavras, virou-se para a filha falando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mamãe volta depois pra te buscar, tá, minha flor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina respondeu com um sorrisinho amarelo a assistiu com o coraçãozinho apertado a mãe ir embora. Naquele dia, ela estava vestida com seu vestido preferido, cheio de flores e borboletas de todas as cores, "Hoje é um dia importante mamãe...", argumentava ela com a mãe, que, por fim, se deu por convencida a deixá-la usar aquele vestido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Venha, meu anjo. -chamou a professora-Turma, essa é a Júlia, a nova coleguinha de vocês. Digam 'oi' pra ela.&lt;br /&gt;-OII!- disseram as crianças em uníssono&lt;br /&gt;-Vai sentar na sua cadeira, lindinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garotinha sentou-se na última cadeira da penúltima fila. Abriu seu caderno de bichinhos e pôs-se a desenhar. Ela era muito talentosa pra uma criança de 5 anos, seus desenhos não s resumiam a apenas rabiscos. Ela tentou desenhar o menininho que estava sentado ao lado. Mas logo desistiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai, eu não consigo!-resmungou ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou de novo para o menininho ao seu lado. Algo nele a intrigava. "Por que será que ele ta tão sozinho?" perguntava a si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ei, menino!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eei eu to falando com você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você aí!-ela começava a elevar a voz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina que estava à sua frente falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Deixa ele. Ele não fala com ninguém... A tia até falou que ele é doente...&lt;br /&gt;-Eu não acredito nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se levantou, puxou a carteira até o lado dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não saio daqui até você me dizer o seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de meia hora, ele finalmente abriu a boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Meu nome é Daniel.&lt;br /&gt; -Que nome legal!-animou-se ela- Por que você é tão quieto?&lt;br /&gt;-Eu tenho medo das pessoas...&lt;br /&gt;-Mas você não precisa ter medo, pelo menos não de mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele lhe soltou um risinho abafado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você é tão bonito... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento o sinal tocou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Vem Daniel, eu to doida pra brincar naquele parquinho &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E saiu puxando o menino por toda a escola até o parquinho. Lá, eles comeram o lanche que trouxeram de casa, brincaram de casinha, carrosel, todos os tipos de pique... Até que ao final da tarde, a menininha descalça e com os pés sujos de terra fez ao menininho certo pedido: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Promete que vai ser meu amiguinho para sempre?&lt;br /&gt; -Eu lá tenho outra escolha?!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; E caíram numa daquelas gargalhadas gostosas de criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Mal sabiam eles que, anos depois, aquele vestidinho de flores e borboletas, que a menina trajava, se tornaria um belo vestido branco, que aqueles pés sujos de terra se transformariam em sapatos engraxados e que eles estariam na frente um do outro dando aquela mesma gargalhada de criança e quebrando aquela promessa que haviam feito. Já que, seria pra sempre, mas não como amiguinhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-1838724049075049187?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/1838724049075049187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=1838724049075049187&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/1838724049075049187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/1838724049075049187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/09/promessa-quebrada.html' title='Promessa quebrada'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-3704995016967509173</id><published>2010-08-16T19:08:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T19:44:18.732-07:00</updated><title type='text'>Loucura. Ou melhor, felicidade.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os passos bem marcados daquele rapaz traduziam seus sentimentos. Cantarolando &lt;em&gt;"New York, New York". &lt;/em&gt;Jogando olhares maliciosos às mocinhas de 17, 18 que passavam. As piscadelas daquele rapaz as inflamavam os instintos mais primórdios, seu perfume as causava êxtase. Ele trajava um terno de linho preto com um chapéu côco e, por mais incrível que possa parecer, sentia-se o mais confortável possível. Nada poderia estragar ou incomodar naquele momento. Uma senhora esperava para atravessar a rua. Ele se dispôs a ajudá-la e ela lhe retribui com um enorme sorriso. Ele passava agora passava pelo parque. Passou por uma mendiga, tomou-a em seus braços e fez como se dançasse valsa com ela sem o mínimo ruído de melodia. Deixou-a para trás enquanto ela perdia o fôlego de tanto rir. Arrancou uma flor do arbusto e deu a uma guria de 12, 13 anos que estava num banco mais afastado aos prantos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Ele é louco, mamãe? - perguntou o garotinho que se sentava no banco ao lado, que agora observava o rapaz rodar em um poste à lá Fredie Astaire.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não, meu filho, ele está feliz, ora - disse a mãe em meio a um risinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Por que será? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Meu filho, a felicidade é uma coisa tão difícil de sentir, que quando sentimos ou vemos alguém sentindo, não devemos questionar o porquê dela. E sim admirar sua rara e bela existência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-3704995016967509173?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/3704995016967509173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=3704995016967509173&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/3704995016967509173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/3704995016967509173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/08/loucura-ou-melhor-felicidade.html' title='Loucura. Ou melhor, felicidade.'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-1370398477075888304</id><published>2010-07-24T23:34:00.000-07:00</published><updated>2010-07-25T00:15:56.277-07:00</updated><title type='text'>individualidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;-O que é maldade pra você, criança? O que uma jovem como você sabe sobre maldade?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Pra mim, aquilo que a senhora fez foi maldade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt;(risos)&lt;/em&gt; Se você acha que aquilo foi maldade, então pegue a arma que está na gaveta da cômoda e meta uma bala em seus córnios, pois você não tem o mínimo preparo para viver. O mínimo! Você não tem noção do que te espera lá fora, da maldade e do perigo que a vida te implicará. Aquilo que eu fiz foi justiça. Justiça, garota!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-A justiça é maldosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Porém necessária. E escute o que eu lhe digo, muito mais maldosa é a injustiça. E eu sei o que é sofrer por maldade, por injustiça. Eu sei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela realmente sabia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-1370398477075888304?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/1370398477075888304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=1370398477075888304&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/1370398477075888304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/1370398477075888304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/07/individualidade.html' title='individualidade'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-155561621841100876</id><published>2010-07-02T17:40:00.000-07:00</published><updated>2010-07-24T16:02:27.624-07:00</updated><title type='text'>Meu herói</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;-O senhor tem certeza, pai?&lt;br /&gt;-Infelizmente sim.&lt;br /&gt;-Tá, eu to indo praí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerrei a chamada, sentei no sofá antes que caísse duro no chão. Não que essa notícia fosse tão surpreendente assim, mas recebê-la era muito pior do que eu imaginava que seria. Eu sabia que ela logo viria, a saúde do vovô já não estava lá essas coisas há tempos, eu tinha a consciência de que esse momento logo chegaria, mas não havia me preparado, a gente nunca se prepara para o que é necessário, inevitável. Minha mulher entrou na sala, viu que eu estava chorando e veio me dar um abraço, eu adorava o fato dela nunca perguntar o que estava acontecendo, é como se ela lesse minha mente e soubesse exatamente o que eu passava, o que eu queria e o que eu precisava. Naquela hora, eu precisava de um abraço. Ela se sentou ao meu lado, atendeu à minha necessidade e falou:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Você quer que eu vá com você?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu não iria fazer minha mulher grávida de sete meses sair de casa àquela hora sem que fosse realmente necessário. Então expliquei a ela que seria melhor ela descansar, pois o dia seguinte seria difícil e que eu iria precisar dela.&lt;br /&gt;Me arrumei, dei um beijo nela, outro em sua barriga e, nesse momento, lágrimas vieram aos meus olhos, então olhei para a barriga da minha mulher e disse:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Hoje, minha filha, um grande homem se foi, um homem que você não terá a sorte de conhecer, mas que ainda ouvirá muitas histórias à respeito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, tratei de sair de casa antes que começasse a de fato chorar.&lt;br /&gt;Entrei no carro respirando fundo, me controlando. Meu avô sempre me disse que ele não queria choro quando ele morresse, ele admitia a própria hipocrisia ao dizer isso, mas ele achava que definitivamente o melhor era não chorar por tristeza, para ele, a tristeza é um sentimento ruim demais para merecer nossas lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Guarde suas lágrimas para nossa próxima crise de riso, está bem? - aconselhava ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu Deus, como doía o fato de que não haveria próxima crise de riso, não haveria mais almoços em família aos domingos, agora, o vovô só se faria presente em minhas lembranças e nas de todos da nossa família, todos que puderam estar próximos o bastante para ter a chance de admirar aquele homem, aquele herói.&lt;br /&gt;Lembrei da minha infância, na qual religiosamente eu ia passar fins de semana no sítio com ele e a vovó, lembrei das tardes de sábado, de como ele sentava na grama cansado e mandava aquele "Puta que pariu, moleque, um dia você me mata com esses piques", lembrei das histórias engraçadas contadas na sala depois do jantar, de como ele me fazia rir zoando com a cara da vovó, como ele tinha crises e crises de riso da minha cara quando ele conseguia me dar um susto, como ele quando eu entrei na adolescência, me dava dinheiro para eu comprar &lt;em&gt;playboys&lt;/em&gt; escondido do meu pai, de quando ele despencava lá do sítio só para me levar e me buscar nas festas, dos conselhos de como cortejar uma moça, do fusca que ele me deu no meu aniversário de 18 anos, de como ele chorou no meu casamento, de como ele vibrou com a notícia de que seria bisavô.&lt;br /&gt;Chegando na casa da vovó, a primeira pessoa que vi foi minha tia, ela sempre foi uma mulher que me impressionou com sua força. Ela não chorava, e quando me viu, apenas veio me abraçar. Abraçou-me com todo o carinho materno que ela tinha por mim. E eu, recebi aquele carinho, aquela calma, aquela segurança, que só as nossas figuras maternas conseguem nos passar. Meu pai estava na cozinha com a minha avó. Mas eu não fui até lá ver eles, fui direto para o quarto, eu queria ver ele, estar com ele pela última vez.&lt;br /&gt;Quando cheguei no quarto o choro me veio à garganta novamente. Me controlei mais uma vez, sentei-me na cama, ao lado do corpo, peguei em sua mão enrugada e gélida. E comecei a falar:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Olha vovô, eu não sei se o senhor consegue me escutar, mas eu vou fingir que sim e falar tudo que preciso. Talvez e nunca tenha dito ao senhor que o senhor era um grande homem, um sábio, um herói. Talvez eu nem tenha dito ao senhor que eu te amo muito, que o senhor é o meu ídolo, e que, respondendo de novo à uma pergunta que o senhor me fez, quando eu crescer eu quero ser como o senhor, grande. E saiba que eu nunca deixarei de amar o senhor, nunca esquecerei o senhor, sempre lembrarei do que o senhor me ensinou, me disse, me proporcionou e de todos os momentos maravilhosos que passamos juntos, queria pedir desculpa por não atender ao seu pedido de segurar meu choro, e dizer que nós temos muito orgulho do senhor, até a sua bisnetinha que nem teve a sorte de te conhecer. Te amarei sempre, meu velho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Beijei sua testa e fiquei durante tempo indeterminado admirando aquele homem, aquele herói.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-155561621841100876?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/155561621841100876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=155561621841100876&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/155561621841100876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/155561621841100876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/07/meu-heroi.html' title='Meu herói'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-4629789165518331213</id><published>2010-06-10T18:32:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T19:07:44.702-07:00</updated><title type='text'>Idílios de uma volta pra casa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu ando pela rua. Ela está deserta. O tempo está frio. O MP3 toca &lt;em&gt;Fix You, Coldplay. &lt;/em&gt;Eu penso. Eu quero escrever, acabo de perceber que essa vontade só bate à minha porta quando estou para baixo. Eu estou para baixo. Eu me pergunto por que eu me sinto assim. Eu não tenho a mínima ideia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma avalanche de sentimentos me invade agora. Sentimentos que me incomodam, que me chateiam e, às vezes, até me atormentam. Dentre eles, há um que se destaca: eu sinto medo. Medo de perder tudo, medo de perder meus amigos, medo do mundo, medo do homem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma avalanche ainda maior de pensamentos agora me toma, quase me tomba. Eu acho impressionante a rapidez de um pensamento e a capacidade do homem de pensar em várias coisas ao mesmo tempo. Eu penso nas mil evidências quase catalogadas de que eu te esqueci. Eu penso em todas as merdas que eu fiz. Eu penso que preciso rezar. Pra me acalmar, pra me aliviar, pra me perdoar, pra pedir. Eu penso no quê tenho que fazer amanhã. Agora eu, distraido, quase fui atropelado. O motorista está me xingando, mas eu não ligo. Eu nem sequer escuto. Tudo o que faço agora é esfregar as mãos, numa tentativa sem êxito de me esquentar, e chego à conclusão de que estou com fome, enquanto Chris Martin canta os últimos versos da canção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;"Lights will guide you home,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;and ignite your bones,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;and I will try to fix you."&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;PS1: este texto foi escrito na segunda-feira&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;PS2: não, eu não sou autista&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;PS3: não, me suicidar não está entre meus planos, rs.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-4629789165518331213?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/4629789165518331213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=4629789165518331213&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/4629789165518331213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/4629789165518331213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/06/eu-ando-pela-rua.html' title='Idílios de uma volta pra casa'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-8125832428501734419</id><published>2010-05-23T16:52:00.000-07:00</published><updated>2010-05-23T16:55:10.232-07:00</updated><title type='text'>Um sonho, a fuga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O quarto estava escuro e úmido. Ela já se encontrava nele havia algum tempo. Ela procurava por uma saída. Uma saída de emergência. Ela queria fugir daquele monstro, aquele incêndio que se recusava a apagar, aquela dor de cabeça, aquela tormenta que a habitava. Aquela dor de cabeça, aquela dor que ela sentia, aquela dor que vinha de suas lágrimas, ela mesma já não tinha noção de por quanto tempo seguido ela tinha chorado, ela já não tinha noção de quanto tempo já estava presa naquele quarto, ela já não tinha mais noção. Agora, ela só pensava em uma saída. Ela só queria uma saída. Uma saída de emergência.&lt;br /&gt;Ela procurava uma saída. Uma saída dos problemas. Uma saída do sofrimento. Uma saída dos tormentos. Ela procurava uma caneta, uma caderneta, um lápis, um pedaço de carvão. Ela queria escrever. Talvez essa fosse a saída. Ela queria uma inspiração. Ela tinha uma (?). Mas ela já estava cansada daquela inspiração. Aquela inspiração que já a tinha feito sorrir, que já tinha a feito chorar, aquela inspiração da qual agora ela procurava uma saída. Ela queria uma saída daquela pessoa. Com aquela pessoa. Ela queria uma saída da filha de uma puta daquela paixão, daquele amor, que no final, talvez fosse uma saída...&lt;br /&gt;Ela acordou. Acordou, enxugou aquelas lágrimas e pensou “Passou, foi só um sonho...”. Mas aquele não era um sonho qualquer, ele era um sonho real, um sonho que se repetia diariamente desde um tempo indefinido. Um sonho que ela já tinha visto muitas vezes, porém nunca havia percebido, afinal, ele estava maquiado pelo seu cotidiano, sua vida. Um sonho que voltaria todas as madrugadas. Um sonho que a faria chorar antes de adormecer, enquanto ela pensava numa saída.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-8125832428501734419?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/8125832428501734419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=8125832428501734419&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/8125832428501734419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/8125832428501734419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/05/um-sonho-fuga.html' title='Um sonho, a fuga'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-183888917408365858</id><published>2010-05-09T11:13:00.000-07:00</published><updated>2010-05-09T12:20:10.452-07:00</updated><title type='text'>O feminino do amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S-cKvfcTHNI/AAAAAAAAAFU/ipZcit-jIdk/s1600/m%C3%A3e.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469352083475078354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 348px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S-cKvfcTHNI/AAAAAAAAAFU/ipZcit-jIdk/s400/m%C3%A3e.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não sei o que dizer a uma pessoa que não tem limites de importância, não sei o que dizer à pessoa que me pôs no mundo, que me gerou, que me criou, não sei o que dizer à pessoa que me mais me protege, não sei o que dizer à pessoa que, se pudesse, me livraria de todos o males, não sei o que dizer à pessoa que afagou meus prantos, me fez sentir protegido até mesmo de meus pesadelos, do que não era real. Não sei o que dizer à pessoa que cuida de mim como ninguém, que me diz coisas do tipo "conserta a postura", ou "ficar tanto tempo em frente do computador vai fazer mal à sua visão", não sei o que dizer à pessoa que se importa tanto comigo. Que me chama de &lt;em&gt;meu branco&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;biú&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;coisa linda de mamãe&lt;/em&gt;... Não sei o que dizer à pessoa que me ama mais do que tudo, não sei o que dizer à pessoa que eu amo mais do que tudo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que eu deveria dizer ao meu anjo da guarda?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;"Eu tenho tanto pra lhe falar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Mas com palavras não sei dizer&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Como é grande o meu amor por você&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;E não ha nada pra comparar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Para poder lhe explicar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Como é grande o meu amor por você "&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Roberto Carlos, trecho da música "&lt;em&gt;Como é grande o meu amor por você&lt;/em&gt;"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mãe, saiba que eu te desejo o maior felicidade desse mundo e que eu te amo incondicionalmente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parabéns a todas essas "anjas" que os protegem, nos amam, e cuidam de nós sem nem mesmo se importar consigo mesma, sem nem mesmo se importar com o próprio bem-estar, com sua própria felicidade, basta a nossa, a de seus filhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mamãe(s), obrigado por existir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-183888917408365858?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/183888917408365858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=183888917408365858&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/183888917408365858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/183888917408365858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/05/o-feminino-do-amor.html' title='O feminino do amor'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S-cKvfcTHNI/AAAAAAAAAFU/ipZcit-jIdk/s72-c/m%C3%A3e.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-6945521321708112385</id><published>2010-05-03T16:31:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T17:14:01.011-07:00</updated><title type='text'>Dois significados e um devaneio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sabe aquelas cenas de desenho animado, em que o cavala empaca quando o personagem precisa que ele ande? E aí , o personagem tem a brilhante ideia de pendurar um tipo de vara no pescoço do cavalo, em que na outra extremidade encontra-se um punhado de capim, de modo que o capim fique à vista do cavalo e ele corra atrás daquele capim. O cavalo desempaca. E não só desempaca como ficaria uma vida inteira correndo atrás daquele capim. Aquele capim, para o cavalo, representa o que muitos seres humanos também passam a vida correndo atrás. O sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM SIGNIFICADO&lt;br /&gt;&lt;em&gt;sucesso (s. m.)&lt;/em&gt; - 1. Aquilo que sucede; acontecimento; facto; caso; acidente; 2. Parto; 3. Gal. Êxito, bom resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana esse pensamento me fez refletir muito. Pois nessa semana eu representei o papel do cavalo, e comecei a corrida atrás desse tal de sucesso, ao qual ninguém de fato conhece a definição. Aliás, a definição está aí, para quem quiser ver, ela só não é satisfatória, pois sucesso não um termo que se define assim, por palavras, e sim por um contexto de história e de sonhos de vida de um individuo.&lt;br /&gt;Será que vale a pena correr tanto atrás de sucesso? Vamos voltar ao exemplo do cavalo. Ele irá continuar correndo, até quando ele puder, atrás do sucesso, enquanto ele estiver vivo, enquanto correr sangue por suas artérias e veias, ele não esquecerá daquele capim que um dia foi um sonho seu. Um dia, ele poderá até desistir dessa incessível luta, mas para sempre ele sonhará em saber como é saborear o sucesso. Mas é lógico que ele é um cavalo, e não tem racionalidade para perceber que aquele esforço todo talvez não valha a pena. Tudo isso, que seja lembrado, um por causa um mísero punhado de capim.&lt;br /&gt;E nós, seres humanos, temos essa racionalidade? Acho que não, acho que somos como o cavalo, que nunca desistirá, ou se desistir, nunca esquecerá do sucesso, conseguindo, e realizando um sonho, ou desistindo, ganhando mais uma decepção, mais uma frustração. Ou talvez sejamos piores que o cavalo, pois o cavalo sabe o que o sucesso representa para ele, e nós não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM SIGNIFICADO QUE NÃO SE ENCONTRA NO DICIONÁRIO&lt;br /&gt;&lt;em&gt;sucesso (s. m.)&lt;/em&gt; - 1. Capim; 2. Um sonho de vida; 3. O que te faz desempacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é só mais um aspecto que completa a irracionalidade humana. Isso é só mais uma reflexão que não vai levar a nada. Isso é só mais um devaneio desse meu mundo, ou melhor, desse meu autismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-6945521321708112385?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/6945521321708112385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=6945521321708112385&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/6945521321708112385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/6945521321708112385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/05/dois-significados-e-um-devaneio.html' title='Dois significados e um devaneio'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-5158661407239498483</id><published>2010-04-20T19:08:00.001-07:00</published><updated>2010-04-20T19:46:06.928-07:00</updated><title type='text'>Desafio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Confesso, estou cansado. Cansado de tudo, da minha rotina, dos meus problemas, da minha simples vida. Cansado dessa mesmice que me segue como uma sombra, cansado de estar cansado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode parecer meio clichê, e alguém vir me falar "aah, que idiotice, eu também quero isso", mas foda-se. A verdade é que a minha vontade é sumir. Às vezes eu entro na ilusão de que eu, um dia, vou pode pegar um ônibus, desce no lugar que me der na telha e sair andando sem rumo. Andar, andar, andar sem parar. Quando a noite chegar, eu apreciarei as estrelas, pensarei no amor que sinto por tudo e por todos, olharei para a Lua e sentirei a paz transmitida por ela. me deitarei no capim molhado pelo sereno e tentarei achar formas nas estrelas, sozinho. Veria o nascer do sol, rezaria, agradeceria à Deus por mais um dia em minha simples vida, levantaria, e continuaria andando, sem rumo. Quando me cansasse, sentaria sob uma árvore, desfrutaria da sombra e do vento a acariciar-me, comeria um de seus frutos, e continuaria andando até me cansar de andar, meus pés começarem a latejar, meu coração sentir falta daqueles que amo, ai sim, eu voltaria para casa, voltaria para a realidade, para a rotina, para a monotonia, para a realidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, eu sei que eu conseguisse realizar esse desejo, eu conseguiria tocar a linha do impossível, talvez ultrapassá-la, porém, penso que sonhar não custa nada, ou se custar, o custo é saber que o próprio sonho não é a realidade. Acho que uma cura mais simples para essa minha insanidade, para esse meu cansaço, dentre outras coisas, seria uma dose dupla de novidades. Mas, infelizmente, isso também é sonho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chego à conclusão de que o problema não está na realidade, está em sonhar. Acho que tenho que sair desse platonismo, dessa fantasia, desse castelinho de cristal que me protege.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Queria eu viver em um mundo platônico, a realidade, assusta"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-5158661407239498483?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/5158661407239498483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=5158661407239498483&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/5158661407239498483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/5158661407239498483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/04/desafio.html' title='Desafio'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-3340235506654006973</id><published>2010-04-19T16:20:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T16:32:54.980-07:00</updated><title type='text'>Todos os cães merecem o céu</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S8zoCWsd-UI/AAAAAAAAAFM/YQZXTbMGrq8/s1600/vs005.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 160px; FLOAT: right; HEIGHT: 128px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461995575243045186" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S8zoCWsd-UI/AAAAAAAAAFM/YQZXTbMGrq8/s320/vs005.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;'' Um cão não precisa de carros modernos,palacetes ou roupas de grife. Símbolos de de status não significam nada para ele. Um pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não.'' &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Trecho do livro &lt;em&gt;Marley e Eu&lt;/em&gt;, pág. 292, Jhon Grogan reflete sobre cães logo após a morte de seu cão, Marley&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dedico esse trecho à Liz, uma das minhas melhores amigas e companheiras, que se foi nesse sábado, e a todos os seres dessa espécie fantástica, a canina.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-3340235506654006973?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/3340235506654006973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=3340235506654006973&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/3340235506654006973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/3340235506654006973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/04/todos-os-caes-merecem-o-ceu.html' title='Todos os cães merecem o céu'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S8zoCWsd-UI/AAAAAAAAAFM/YQZXTbMGrq8/s72-c/vs005.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-6195712584549820802</id><published>2010-04-15T17:53:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T18:11:45.042-07:00</updated><title type='text'>Juntos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S8e2ZdVPM8I/AAAAAAAAAFE/9eMVlzX6oy0/s1600/2902812567_ca0264d6a1%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 476px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460533621696705474" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S8e2ZdVPM8I/AAAAAAAAAFE/9eMVlzX6oy0/s320/2902812567_ca0264d6a1%5B1%5D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Eles sentaram na varanda do sítio a ver o pôr-do-sol, ele passou o braço pelos ombros dela e com a outra mão, livre, pegou na mão dela. Ela recostou sua cabeça em seu peito, de modo que pudessem assistir àquele espetáculo juntos, como faziam todas as tardes.&lt;br /&gt;Sua incríviel sintonia de casal sempre permitiu que pensassem juntos na mesma coisa sem que fosse falada uma só palavra. Hoje, eles lembravam como suas vidas foram magníficas, como construíram uma família estruturada e unida, como seus filhos eram bem-sucedidos, como seus netos eram maravilhosos...&lt;br /&gt;Seus filhos, Regina, Cláudia e Marco, moravam na capital e tentaram, por inúmeras vezes, leva-los definitivamente para lá, onde eles teriam melhores condições de vida. Nunca obtiveram sucesso em nenhuma tentativa. O casal nunca sairia do lugar em que nasceram, do lugar em que passaram sua feliz infância, lugar que há 70 anos eles dois, na adolescência, se conheceram e iniciaram sua linda história de amor, lugar que criaram seus filhos, dando-os uma boa educação, apesar das dificuldades, lugar que eles queriam passar o resto de suas vidas, ou melhor de sua vida, já que eles não gostavam que falassem que cada um tinha uma vida, cada um era cada um, não, os dois eram um só.&lt;br /&gt;Eles não achavam que precisavam de médicos, ou de melhor qualidade de vida, bastava um ter ao outro, bastava saber que seus filhos e netos estavam bem, bastava poder assistir ao pôr-do-sol todos os dias naquela mesma varanda.&lt;br /&gt;Por precaução, seus filhos tratavam de cuidar deles, obrigavam-nos a tomar os remédios, a se alimentar bem, cuidar deles. Ele resmungava com a idéia de quererem mandar nele, ela em sua infinita calma e compreensão, aceitava a ajuda e as ordens dos filhos sem se queixar. Marco, o caçula, ligava todos os dias para saber como eles estavam, apesar de sua vida corrida de jornalista, tirava pelo menos 20 minutos de seu dia para ouvir as histórias do dia que a mãe lhe contava com empolgação. Ela sentia falta da convivência com os filhos. Regina ia ao sítio com os filhos quase todos os fins-de-semana para matar a saudade, ajudar a mãe no mercado e verificar se tudo estava bem por lá. Cláudia morava a muito no exterior, e não tinha condição de ir ao sítio mais de uma vez ao ano, evitava ligar todos os dias pois sabia da dificuldade dos pais com aparelhos celulares.&lt;br /&gt;Quando o sol já ia sumindo no horizonte, ela se virou para ele, os olhos cheios d’água, e disse:&lt;br /&gt;- Queria te agradecer.&lt;br /&gt;- Por que?- perguntou ele com serenidade, porém um pouco de espanto.&lt;br /&gt;- Por ter me trazido flores todos os dias, por me encantar todas as noites, por nunca deixar faltar nada a meus filhos e a mim. Por me fazer a mulher mais feliz do mundo. Por me fazer me sentir a mais bela de todas. Obrigado por me amar tanto assim.&lt;br /&gt;- Você acabou me deixando sem palavras para os seus e os meus agradecimentos. Só digo que, nesses 70 anos junto a você, se eu tive algum problema, não foi por falta de felicidade e que eu te amo mais do que amei e amaria qualquer outra pessoa.&lt;br /&gt;Eles olharam pela última vez o sol. Fecharam os olhos, e em sua incrível sintonia, folgaram ao mesmo tempo o aperto de mão. Agora, eles iriam para uma nova vida, onde continuariam sua história de amor, só que dessa vez, seria pra sempre. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-6195712584549820802?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/6195712584549820802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=6195712584549820802&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/6195712584549820802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/6195712584549820802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/04/eles-sentaram-na-varando-do-sitio-ver-o.html' title='Juntos'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S8e2ZdVPM8I/AAAAAAAAAFE/9eMVlzX6oy0/s72-c/2902812567_ca0264d6a1%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-6445792912834149679</id><published>2010-04-10T22:13:00.000-07:00</published><updated>2010-04-10T22:40:53.535-07:00</updated><title type='text'>Pronome Possessivo</title><content type='html'>Você, minha raridade,&lt;br /&gt;minha antiga novidade,&lt;br /&gt;minha beldade,&lt;br /&gt;minha saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, meu pedaço de pecado,&lt;br /&gt;meu código não decifrado,&lt;br /&gt;meu segredo publicado,&lt;br /&gt;meu lado indomado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, minha flor mais bela,&lt;br /&gt;minha paixão mais sincera,&lt;br /&gt;meu amor, minha tormenta,&lt;br /&gt;minha confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, minha ternura&lt;br /&gt;minha razão de loucura,&lt;br /&gt;às vezes de amargura,&lt;br /&gt;minha doçura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ah! Quem dera eu,&lt;br /&gt;meu tesouro,&lt;br /&gt;poder chamar-te de minha.&lt;br /&gt;Pois assim eu teria,&lt;br /&gt;minha overdose de felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-6445792912834149679?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/6445792912834149679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=6445792912834149679&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/6445792912834149679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/6445792912834149679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/04/pronome-possessivo.html' title='Pronome Possessivo'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-1918560673669268517</id><published>2010-04-05T15:14:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T15:16:14.883-07:00</updated><title type='text'>Basta</title><content type='html'>Chega de ficar sentindo o que eu quero e não o que a realidade me impõe. Chega de sofrer. Chega de ser teimoso nos meus sentimenos. Chega de me negar a desistir, eu perdi mesmo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-1918560673669268517?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/1918560673669268517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=1918560673669268517&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/1918560673669268517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/1918560673669268517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/04/basta.html' title='Basta'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-2327005648373335321</id><published>2010-04-04T17:57:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T04:26:34.483-07:00</updated><title type='text'>Fé</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Jesus is my savior, not my religion" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia desses, vi essa frase e ela me fez pensar. Pensar no que é Deus, o que ele me representa para mim, se eu realmente acredito nele. Hoje me senti inspirado para escrever sobre isso, afinal, hoje é Domingo de Páscoa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deus existe? Pode ser que não, mas acho que sim. Não vejo como tudo ser tão perfeito, tão cheio de sentimentos e ter surgido de uma explosão, ou sei lá o que, que não tenha nenhuma intervenção divina. Tem que haver um ser superior que criou tudo isso. E ai, quando eu digo isso, sempre tem um que me pergunte onde está toda essa perfeição, onde está Deus. Pra mim Deus está ao seu lado, na relação da mãe para com seu filho, no riso de uma criança, no amor, numa árvore, na água... Deus está em você. Afinal, existe maior prova de perfeição do que você, ser humano? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante disso, não sei se eu conseguiria deixar de acreditar em Deus, afinal, minha vida, minha morte, meu tudo está baseado Nele, e para falar a verdade, acho impossível existir uma pessoa que não acredite totalmente em sua existência. Certa vez, conversava com um ateu sobre esse mesmo assunto e ele me disse que até ele, lá no fundo, acreditava de alguma forma. Que se ele, por exemplo, tentasse entender o surgimento de tudo, uma hora ele chegaria a Deus. Concluindo, tudo chega a Deus. E essa regra se estende à irracionalidade de um ateu ter que buscar explicações em Deus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom, depois de todas essas opiniões postas para fora, eu me pergunto: Eu acredito em Deus? Sim, eu acredito, fervorosamente. Eu acredito sim que Ele existe, acredito sim que Ele fez acontecer toda a criação, eu acredito que Ele “escreve” o nosso destino, acredito que ele escolheu a mais pura das mulheres para ser mãe de seu filho, acredito em Cristo, acredito que Ele é ou foi, não sei, a forma humana de Deus, acredito que Ele morreu na cruz por nossos pecados, que num Domingo de Páscoa como hoje, há 1977 anos atrás ele ressuscitou, acredito que ele cuida de nós, que nos ajuda, creio Nele. E você, acredita?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Feliz Páscoa a todos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-2327005648373335321?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/2327005648373335321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=2327005648373335321&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/2327005648373335321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/2327005648373335321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/04/jesus-is-my-savior-not-my-religion-um.html' title='Fé'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-8897320744287669203</id><published>2010-03-29T18:11:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T03:38:01.828-07:00</updated><title type='text'>A lua</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S7FKN-KuxBI/AAAAAAAAADU/cN0ASKtCN3Q/s1600/lua.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 330px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S7FKN-KuxBI/AAAAAAAAADU/cN0ASKtCN3Q/s400/lua.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454222227609142290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje olhei para o céu, vi a lua, ela estava tão linda, tão radiante, espetacular. Lua, deusa dos enamorados, que enche de beleza os olhos de seus admiradores apaixonados. Lua, senhora sábia, astro existente desde antes do que se possa imaginar. Lua, que às vezes é insanamente tachada de sombria, lua que acoberta loucuras. Lua, que vem dar seu espetáculo todas as noites, apagam-se as luzes, nada pode a ofuscar, nada consegue. Lua, que fez o pobre Sol se apaixonar, ele a pode ver, porém nunca tocar.Lua, se um dia eu deixar de te admirar, minha vida perderá o sentido, pois não sentirei a presença desse sentimento do qual andam falando por ai, o amor.&lt;br /&gt;À lua, dedico minha admiração.&lt;br /&gt;A você, dedico a lua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-8897320744287669203?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/8897320744287669203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=8897320744287669203&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/8897320744287669203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/8897320744287669203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/03/lua.html' title='A lua'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S7FKN-KuxBI/AAAAAAAAADU/cN0ASKtCN3Q/s72-c/lua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-2901492868419123135</id><published>2010-03-25T21:27:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T22:03:17.519-07:00</updated><title type='text'>Curvada aos efeitos do tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S6w5MsfBhCI/AAAAAAAAADM/LuUiQRVxPj8/s1600/IMG737-01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S6w5MsfBhCI/AAAAAAAAADM/LuUiQRVxPj8/s400/IMG737-01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452796139101324322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vi aquela árvore caida. Aquela árvore que tanto representou para mim, que me passava tanta fortaleza, sobriedade. Aquela árvore que sustentou minhas brincadeiras na infância, certas vezes, me sustetou, árvore que deu frutos, que teve uma vida plena, estava ali curvada aos efeitos do tempo.&lt;br /&gt;O que é o tempo? Sei que não posso responder a essa pergunta em um simples texto, talvez eu nem consiga fazê-lo em toda a minha vida, talvez nínguém consiga. Porém venho aqui hoje com o propósito de "falar mal" do tempo, venho falar dessa mania dele de insistir em levar tudo que nos rodeia, sentimentos, pessoas, coisas, árvores que foram importantes para nós, essenciais.&lt;br /&gt;São incondicionais os fatos de que todos nós iremos morrer, de que todos nós sofremos perdas frequentemente, e de que em nossa confusão do cotidiano, ás vezes, não percebemos essas perdas, e se elas são fortes o bastante para nos fazer sofrer, nos acostomamos a elas, nos acostumamos com a dor. Perdas são comuns. Ironia. O próprio elemento que traz nossa dor, leva-a, o tempo sempre faz isso.&lt;br /&gt;Todas as vezes que paro e penso numa perda, entristeço-me. Não só pelo meu egoísmo de nunca querer perder, não querer sofrer, mas sim pelas próprias pessoas, coisas, árvores que se foram. Entristeço-me pensando no quanto elas representaram para todos, entristeço-me depois de tanta plenitude, tantas boas colheitas, tantas bonitas flores, elas têm que se render ao tempo, que leva-as deixando pra trás apenas a lembrança delas em cada felizardo que pôde presenciar um pouco que seja de sua magestade. Entristeço-me ao ver a árvore que pra mim representou tanto, curvada aos efeitos do tempo.&lt;br /&gt;Porém não me entisteço ao pensar que um dia tambám me curvarei ao nosso velho companheiro, mas sobre isso, eu falo depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-2901492868419123135?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/2901492868419123135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=2901492868419123135&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/2901492868419123135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/2901492868419123135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/03/curvada-aos-efeitos-do-tempo.html' title='Curvada aos efeitos do tempo'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3eY2GC3V_DE/S6w5MsfBhCI/AAAAAAAAADM/LuUiQRVxPj8/s72-c/IMG737-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7541723883289447767.post-8622789591261570077</id><published>2010-03-25T00:16:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T16:59:43.153-07:00</updated><title type='text'>Lugar externo à minha mente</title><content type='html'>Às vezes me pego cansado do meu cotidiano, com a insatisfação que sinto por ele, e vejo, que tudo tem sido tão hilário, tão fantástico, que paro com a minha tolice de pensar que a minha vida pode ficar melhor do que está, e chego à conclusão de que não vale a pena nada mudar por pequenas coisas que me atormentam, nada precisa pelas minhas incoerências.&lt;br /&gt;   E é por isso, por toda essa magnificência dos meus dias, que crio esse lugar externo à minha mente, para daqui um tempo lembrar do quão feliz eu fui, relembrar um dia, um abraço, um riso, um choro. Crio esse lugar externo à minha mente para compartilhar minhas angústias, me refugiar delas. Crio esse lugar externo à minha mente, principalmente porque sei que um dia minhas sinapses ficarão mais lentas e que terei a propensão de perder todas essas memórias. Não posso esquecer de tudo isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7541723883289447767-8622789591261570077?l=autismomeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://autismomeu.blogspot.com/feeds/8622789591261570077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7541723883289447767&amp;postID=8622789591261570077&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/8622789591261570077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7541723883289447767/posts/default/8622789591261570077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://autismomeu.blogspot.com/2010/03/lugar-externo-minha-mente.html' title='Lugar externo à minha mente'/><author><name>Dalton Mesquita Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17002606759393009979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
