sábado, 24 de julho de 2010

individualidade

-O que é maldade pra você, criança? O que uma jovem como você sabe sobre maldade?
-Pra mim, aquilo que a senhora fez foi maldade.
-(risos) Se você acha que aquilo foi maldade, então pegue a arma que está na gaveta da cômoda e meta uma bala em seus córnios, pois você não tem o mínimo preparo para viver. O mínimo! Você não tem noção do que te espera lá fora, da maldade e do perigo que a vida te implicará. Aquilo que eu fiz foi justiça. Justiça, garota!
-A justiça é maldosa.
-Porém necessária. E escute o que eu lhe digo, muito mais maldosa é a injustiça. E eu sei o que é sofrer por maldade, por injustiça. Eu sei.
Ela realmente sabia.

3 comentários:

Magda Castro disse...

cara, gostei muito do seu blog..to terminando de ler tds os textos ;)
to seguindo..
"A justiça é maldosa.
-Porém necessária" há gostei!
http://magdaescreve.blogspot.com/( meu blog)
abraço ;*

Filipe Garcia disse...

Dalton,

um texto impregnado de subjetivismo. Confesso que quis saber o que se passou ali, entre a senhora e a criança. Por que ela tinha uma arma? O que foi que ela fez? O que a criança viu? Que (in)justiça foi feita? O fato é, fazer a justiça implica, em outro ângulo, fazer injustiça. O que nós precisamos é de paz.

Abraço, meu caro.

deh ramos disse...

sabe, acho bonito os que sabem um pouco mais e conhecem as "coisas da vida". e acho lindo pessoas que sabem expressar as ideias assim, uma maneira tão simples, tão diretamente vagando em linhas subjetivas. gostei muito. adoraria saber o início desse diálogo (:

voltarei mais vezes, tá?

beijos, querido.